domingo, 13 de julho de 2008

Na capa do Jornal

Não era a manchete, mas tinha uma foto ilustrativa logo na capa. A foto era simpática, digna de um casal feliz e principalmente, normal. O título "Rompendo preconceitos". Abrindo a página indicada, uma reportagem de um terço de página, mas ainda assim uma reportagem. Falava que no interior de RS uma união havia vencido preconceitos. Duas mulheres, que não é necessário citar nomes, conseguiram realizar este sonho. Uma união como a nossa querida Shane falou anteriormente, "homoafetiva". A união estável, que segundo consta na notícia, faz com que o casal tenha quase os mesmos direitos de um casamento, onde estes têm direito de adoção, pensão e fins patrimoniais. Falam também com um quê de simpatia sobre a lua-de-mel das duas moças.
Comovida com a reportagem, onde confesso não ter nada a reclamar, resolvi me pronunciar. Desta vez um pouco mais calma, sem tanto rancor dos acontecimentos. Apesar dessa singela demonstração de que isso "vale a pena ser dito no jornal" fico imaginando, nas longas noites de insônia, quando um acontecimento desses vai virar tão rotineiro a ponto de passar da coluna "Geral" para a "Sociais". E o que eu acho mais engraçado é que uma coisa dessas aconteceu num lugar que nem telefone tem [tirando o pessoal que mora no "centro" da cidade]. Isto serve de lição para nos mostrar que respeito não precisa de modernidade nem tecnologia. Basta tê-lo.
Sinceramente, estou impressionada. E sem mais nada a ser dito, apenas repito.
Respeito, não precisa de nada, apenas de ser usado com toda freqüência possível e sem medo de gastá-lo.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Liberdade de Expressão????

Um cartaz que condena
a união entre pessoas do mesmo
sexo foi fixado em vários postes
da iluminação pública da cidade
do Cabo de Santo Agostinho,
na Região Metropolitana do Recife



http://www.athosgls.com.br/noticias_visualiza.php?contcod=23894

"Cartaz prega o ódio a gays"

Pleno século 21 ainda nos deparamos com situações como
esta.
Muitos dizem que o preconceito racial no Brasil acabou. Será?
Se pensarmos por um instante que isso é verdade, então podemos
concluir que o preconceito racial foi substituído pelo sexual?
Não que o sexual não existisse, mas que cada vez ganha força, para
que não "acabe".
Em plena comemoração do Orgulho Gay, nós ainda temos
que aguentar esse tipo de exposição para garantir
aos outros "liberdade de expressão"? Mas onde está a liberdade sexual?
É vergonhoso que tantos países já estão tão evoluídos que
o nosso em relação aos direitos dos casais "homoafetivos" (como somos
definidos).
É licito desviar verbas da merenda das criancinhas, é
licito roubar o dinheiro dos velhinhos da previdência social,
é licito se construir uma ponte em nossa capital federal desviando
verbas da saúde pública, mas é ilícito amar uma pessoa
do mesmo sexo que o seu, é ilícito querer adotar uma
criança para formar uma familia com um casal homossexual, pois pode
traumatizar a criança, que vive passando fome e não tem carinho e nem afeto.
Nossa sociedade ainda se baseia em conceitos ultrapassados sobre o
que é uma familia e o que é o amor.
Pois eu prefiro viver cometendo o crime ou melhor o pecado do amor
do que concordar com hipócritas de nossa sociedade.
Só venceremos o preconceito quando o pobre não chamar o negro de "tisão" , o negro
não chamar o índio de vagabundo, o índio não chamar o homossexual de viado e o homossexual não chamar o pobre de coitado.

Daniela. Bissexual com muito ORGULHO!!!