quinta-feira, 20 de novembro de 2008

offf


Off, por falta de tempo, falta de ânimo.. falta de acesso..falta de comentários..
enfim.. fiquei sem tesão de escrever aqui...

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Video para meninos

Bela montagem de filmes para meninos!!!


segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Video para meninas

Linda montagem vinda da famosa série Xena, a Princesa Guerreira com a música Hero do Enrique Iglesias

Mostra a romance dela com a sua companheira Gabrielle

Vale a pena ver!!


terça-feira, 5 de agosto de 2008

Amor e outros desastres.





























Emily "Jacks" Jackson é uma jovem americana alegre e cheia de energia. Ela mora em Londres e trabalha na revista de moda Vogue. Hiperativa, não pára de falar e tem como especialidade arranjar “pares perfeitos” para seus amigos próximos: Tallulah Wentworth, caçadora neurótica de homens, e Peter Simon, gay aspirante a escritor, com quem ela divide apartamento. Jacks se gaba de ter o melhor radar para gays da cidade e faz de Peter o principal objeto de suas tramas casamenteiras. Quando o atraente Paolo Sarmiento começa a trabalhar no estúdio da revista como modelo, Jacks decide armar para juntar os dois. Só que Paolo não é gay e está interessado em Jacks.

«AMOR E OUTROS DESASTRES» proporciona uma olhadela, cheia de graça, a um brilhante grupo de amigos e às suas vidas Londrinas, examinando a diferença entre o amor retratado nos filmes e o amor na vida real…


Minha opinião:

Assisti o filme, e achei simplesmente genial, a fotografia é linda, o elenco
é perfeito e a trilha muito bem feita.
O filme faz uma critica ao amor, ao cinema, os relacionamentos com muito
humor.
Vale a pena ver com todos os amigos, independente da
orientação sexual.


Tamanho: 294 Mb
Formato: RMVB
Idioma: Português (Dublado)
para baixar clique aqui: http://www.flyupload.com/get?fid=7976433

problemas com o link? comente!

domingo, 13 de julho de 2008

Na capa do Jornal

Não era a manchete, mas tinha uma foto ilustrativa logo na capa. A foto era simpática, digna de um casal feliz e principalmente, normal. O título "Rompendo preconceitos". Abrindo a página indicada, uma reportagem de um terço de página, mas ainda assim uma reportagem. Falava que no interior de RS uma união havia vencido preconceitos. Duas mulheres, que não é necessário citar nomes, conseguiram realizar este sonho. Uma união como a nossa querida Shane falou anteriormente, "homoafetiva". A união estável, que segundo consta na notícia, faz com que o casal tenha quase os mesmos direitos de um casamento, onde estes têm direito de adoção, pensão e fins patrimoniais. Falam também com um quê de simpatia sobre a lua-de-mel das duas moças.
Comovida com a reportagem, onde confesso não ter nada a reclamar, resolvi me pronunciar. Desta vez um pouco mais calma, sem tanto rancor dos acontecimentos. Apesar dessa singela demonstração de que isso "vale a pena ser dito no jornal" fico imaginando, nas longas noites de insônia, quando um acontecimento desses vai virar tão rotineiro a ponto de passar da coluna "Geral" para a "Sociais". E o que eu acho mais engraçado é que uma coisa dessas aconteceu num lugar que nem telefone tem [tirando o pessoal que mora no "centro" da cidade]. Isto serve de lição para nos mostrar que respeito não precisa de modernidade nem tecnologia. Basta tê-lo.
Sinceramente, estou impressionada. E sem mais nada a ser dito, apenas repito.
Respeito, não precisa de nada, apenas de ser usado com toda freqüência possível e sem medo de gastá-lo.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Liberdade de Expressão????

Um cartaz que condena
a união entre pessoas do mesmo
sexo foi fixado em vários postes
da iluminação pública da cidade
do Cabo de Santo Agostinho,
na Região Metropolitana do Recife



http://www.athosgls.com.br/noticias_visualiza.php?contcod=23894

"Cartaz prega o ódio a gays"

Pleno século 21 ainda nos deparamos com situações como
esta.
Muitos dizem que o preconceito racial no Brasil acabou. Será?
Se pensarmos por um instante que isso é verdade, então podemos
concluir que o preconceito racial foi substituído pelo sexual?
Não que o sexual não existisse, mas que cada vez ganha força, para
que não "acabe".
Em plena comemoração do Orgulho Gay, nós ainda temos
que aguentar esse tipo de exposição para garantir
aos outros "liberdade de expressão"? Mas onde está a liberdade sexual?
É vergonhoso que tantos países já estão tão evoluídos que
o nosso em relação aos direitos dos casais "homoafetivos" (como somos
definidos).
É licito desviar verbas da merenda das criancinhas, é
licito roubar o dinheiro dos velhinhos da previdência social,
é licito se construir uma ponte em nossa capital federal desviando
verbas da saúde pública, mas é ilícito amar uma pessoa
do mesmo sexo que o seu, é ilícito querer adotar uma
criança para formar uma familia com um casal homossexual, pois pode
traumatizar a criança, que vive passando fome e não tem carinho e nem afeto.
Nossa sociedade ainda se baseia em conceitos ultrapassados sobre o
que é uma familia e o que é o amor.
Pois eu prefiro viver cometendo o crime ou melhor o pecado do amor
do que concordar com hipócritas de nossa sociedade.
Só venceremos o preconceito quando o pobre não chamar o negro de "tisão" , o negro
não chamar o índio de vagabundo, o índio não chamar o homossexual de viado e o homossexual não chamar o pobre de coitado.

Daniela. Bissexual com muito ORGULHO!!!

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Casamento gay Califórnia

E aí galera, depois de muito tempo começarei enfim a postar por aqui também, ainda mais agora que a nossa amiga Shane está sem tempo, rs.
Quem acompanha alguma notícia por aí já deve estar sabendo sobre a mais nova do mundo GLSBT's (quantos t's?)... Agora casais gays podem se casar na Califórnia.
Confesso a vocês que a princípio o post de hoje seria sobre isso, mas me deparei com uma situação que me fez refletir. Em busca de notícias sobre esta nova, na tentativa de deixar este post mais completo, tive uma (grande) decepção. Ao procurar nos sites não encontrei nada escrito sobre "como isto é bom, agora casais que se amam e estão há anos esperando por uma brecha, poderão enfim se casar". Não, muito pelo contrário. O que encontrei na verdade foram números, de como isso poderia melhorar a economia da Califórnia. Números e mais números. Afinal, onde está o humanismo da coisa? Somos na verdade mais um empurrãozinho para a economia, e dane-se se ainda hoje, mesmo com a "permissão" do casamento, somos olhados com cara feia, desprezo e falta de respeito pela rua? E o mais interessante foi o local onde esta reportagem foi colocada - entretenimento - e me pergunto ainda, o casamento de homossexuais é apenas uma coisinha que aconteceu por lá, que serve para divertir a todos? Desculpem-me se estou sendo um pouco (bastante) intolerante com o site, mas para mim soa como hipocrisia. Junto com esta reportagem podemos encontrar que fulaninho tal não participa mais do programa de não sei quem. Por favor, tenha paciência!
Ok, ok. Exaltei-me mais do que deveria.
Talvez eu esteja virando uma bixa um pouco exaltada de mais, mesmo. Porém, convenhamos que eu tenho os meus motivos. Quando acontece esse tipo de coisa, e me refiro agora à "permissão" (falo de permissão pois foi este o termo que usaram), para mim fica tudo muito claro. Na verdade todos sabemos que gays são coisas que existem por aí. Pelo menos é assim que eu me sinto toda a vez que saio de casa e ouço comentários, quando não são os olhares.. Olhares, sim, piores do que palavras. E não venha me dizer que você não se importa com eles, que sua coragem e garra são maiores do que todos. Não. Aqui, estamos em família. Sim, esta grande família que chamam de homossexuais. Eles, os seres que não fazem parte do mundo. Aqueles alí. Não esses daqui. Quem sabe, se você estiver de muito bom-humor, você até finge que não os viu se beijando (como? duas meninas? aquele rapaz com calça mais justa e que gesticula mais do que líder de torcida?). Não. Ainda não bebi. Porque se beber ainda resolvesse alguma coisa. Talvez a garrafa de uma vodka pudesse ser atirada na cabeça de pessoas assim. Mas aprendi na escolinha que violência não leva a nada. Claro que não. E conversa pior ainda, porque além de você falar, argumentar, gritar, chorar, sorrir, pedir, tentar, você se decepciona ouvindo qualquer coisa do tipo "gay é tudo igual e todos devem morrer com uma vassoura enfiada no -". Claro que sim.
Vejo que o rumo deste post mudou muito, mas a essência continua.
Pensando com otimismo, "pelo menos eles colocaram no site alguma coisa sobre nós - gays" - "pelo menos ainda somos lembrados".
Mas para terminar a noite com chave de ouro, um comentário de um certo infeliz sobre o ocorrido.
"Agora até puto pode se casar, onde esse mundo vai parar?"
Seguido de:
Puto [Do lat. *puttu, por putu, ‘menino’.] : Diz-se de indivíduo devasso, corrompido, dissoluto.


Realmente, onde esse mundo vai parar?

segunda-feira, 19 de maio de 2008

DESCULPEM!!

Gente estou sem tempo, vou demorar um pouco para atualizar tá?

bjinhos!!!

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Ang Lee realiza novo filme gay


O realizador de «O Segredo de Brokeback Mountain», Ang Lee, vai regressar ao género gay com um filme que gira à volta do mítico festival de Woodstock, noticia a agência Reuters.

«Taking Woodstock» tem como figura central um designer de interiores, e gerente de um hotel em part-time, que vive em Greenwich Village e foi também dirigente da Câmara de Comércio de Nova Iorque. O designer emitiu o documento que autorizava a realização do festival numa quinta, em 1969.

O argumento de «Taking Woodstock» baseia-se no livro de Elliot Tiber, «Taking Woodstock: A True Story of a Riot, a Concert and a Life».




*Aguardemos o lançamento, espero que seja bom como o último o Brokeback Mountain => veja um trecho.

Quando o outro for lançado coloco o trailer, combinado?


segunda-feira, 21 de abril de 2008

Hex

Seriado sobrenatural britânico.

A série mostra uma menina que desejava muito ser popular e que todos gostassem dela no colégio. Desejava ser o centro das atencoes, entretanto, ela é apenas uma garota que não é notada no colégio todos os dias.
A unica menina que a observa verdadeiramente é sua melhor amiga, Thelma. Para alguma razão estranha, Cassie sente que está sendo seguida por um homem. Este é só o começo de seus problemas,...




PRIMEIRA TEMPORADA

=> Legendado

1x01 - The story begins

http://www.megaupload.com/pt/?d=ZQGMY7E2
ou
http://www.sendspace.com/file/enzyr8

1x02 - Life goes on

http://www.megaupload.com/pt/?d=M1PK8J3N
ou
http://www.sendspace.com/file/y368cn

1x03 - Deeper into the darkness

http://www.megaupload.com/pt/?d=Q7ICL7V1
ou
http://www.sendspace.com/file/5ti966

Quer mais ??

Me mande um comentário.

bjinhos..

sexta-feira, 18 de abril de 2008

quinta-feira, 17 de abril de 2008


South of Nowhere

Esta série retrata a vida da família Carlin e a sua ida para Ohio, California. Um dos pontos chave é o relacionamento entre Spencer Carlin e Ashley Davies
Abordando temas polêmicos como sexualidade, racismo e religiosidade de maneira bastante realista, diferente da maioria dos outros seriados norte-americanos destinados ao público jovem.




Primeira Temporada

>>Rmvb Legendado<<

1x01.02 - Secret Truths & Friends Lovers...

http://www.megaupload.com/pt/?d=7UBPV1IH

1x03 - Put Out or Get Out

1x04 - First Tim

1x05 - Girl's Guide to Dating

1x06 - Friends With Benefits

1x07 - Under My Skin

1x08 - Shake Rattle and Roll

1x09 - Say It Ain't So Spencer

1x10 - What Just Happened

1x11 - Play Me or Trade Me (Finale)

http://www.megaupload.com/pt/?d=YMMSR1SP

Segunda Temporada ..


AGUARDE..

Filme : Desejo Proibido

Desejo Proibido

Drama / Romance - 1h:36m
Produção: EUA
Direção: Jane Anderson, Martha Coolidge e Anne Heche.
Elenco: Vanessa Redgrave, Chloë Sevigny, Michelle Williams, Sharon Stone, Ellen DeGeneres.

Sinopse: Em três épocas distintas, confira as histórias de mulheres que lidaram de alguma forma num relacionamento a duas. Com Vanessa Redgrave, Chloë Sevigny, Sharon Stone e Ellen DeGeneres.

http://www.fileflyer.com/view/7aEHjAX


Filme com 3 histórias distintas
acontecendo na mesma casa em épocas diferentes. Filme muuito bunitinho com três gerações de mulheres .. vale a pena ver.

Bjinhos..

Espermatozóide Feminino?


Meninas, com certeza algum dia vocês e suas namoradas pensaram como seriam seus filhos, qual caracteristica de cada uma gostaria de ter na criança, logo em seguida pensavam que nunca seria possivel, pois não temos espermatozóide, certo?

De acordo com os novos estudos, nós temos uma grande esperança de tornar isso possivel. Como?

Leia a nova máteria que saiu na Superinteressante desse mês.


E se... As mulheres não precisassem dos homens para a reprodução?

Texto Pedro Burgos

Em janeiro deste ano um grupo de cientistas britânicos da Universidade de Newcastle mostrou como é possível fabricar um espermatozóide a partir de uma célula-tronco adulta feminina (a medula, por exemplo).

Com isso, via inseminação artificial, um casal de lésbicas poderia procriar. Imagine agora se metade das lésbicas optasse por esse método para ter filhos. Ou melhor, filhas: homens têm um par de cromossomos XY e mulheres, XX; a união de dois gametas femininos só pode resultar no nascimento de uma fêmea.

Fizemos as contas para você: em apenas 350 anos, já haveria um desequilíbrio significativo, com dois terços das pessoas no mundo sendo mulheres. “Com o aumento da população feminina, podemos ter o relacionamento entre mulheres como uma regra social mais tranqüila. Cresceria, talvez, o número de lésbicas”, especula Débora Diniz, professora de bioética da UnB.

Para tudo isso fazer sentido, a fertilização in vitro precisa ser uma realidade acessível. Isso já começou a acontecer em alguns lugares. “No Brasil, o tratamento ainda precisa ser pago pelos pacientes, mas na França, por exemplo, ele é coberto pelos planos de saúde”, diz o médico Roger Abdelmassih, dono de uma clínica de inseminação artificial que pesquisa a criação de espermatozóides a partir de células-tronco.

Na Inglaterra, onde 1 em cada 100 crianças nasce de inseminação artificial, a procura de casais de lésbicas por esse método cresce mais rapidamente que entre heterossexuais. “É uma procura que os médicos não calculavam acontecer”, afirma a socióloga Martha Ramirez, pesquisadora de Novas Tecnologias Reprodutivas da Universidade Estadual de Londrina, Paraná.

Com o desequilíbrio populacional e uma maioria heterossexual, os homens sobrando iriam se dar bem. “Especulando de novo, a poligamia seria necessária. Talvez a população tivesse que apelar a esse tipo de estratégia”, diz Martha

A superioridade numérica das mulheres significaria também uma humanidade mais sadia, pelo menos no que diz respeito a doenças hereditárias cuja manifestação está relacionada ao cromossomo Y. “Haveria uma redução de doenças graves num primeiro momento, como daltonismo, distrofia muscular ou hemofilia tipo A. Mulheres podem ser portadoras, mas não têm essas doenças”, explica a professora de genética Maria Rita Passos-Bueno, da USP.

Do ponto de vista sociológico, é provável que postos de liderança começassem a ser ocupados por mulheres, refletindo a nova composição populacional. Isso significaria, para começar, governos menos autoritários e belicosos. “Pesquisas apontam que as mulheres gostam mais da colaboração e do consenso do que os homens. Elas têm grande disposição para prevenir e parar conflitos por serem motivadas a proteger os filhos”, afirma a ativista americana Marie Wilson, autora de Closing the Leadership Gap: Add Women, Change Everything (“Acabando com a Diferença na Liderança: Adicione Mulheres, Mude Tudo”, sem tradução para o português).




domingo, 13 de abril de 2008

Primeiro casamento gay de São Paulo reúne famosos


Jornalista e produtor de moda vivem juntos há cinco anos

FAMOSIDADES
Em São Paulo

A modelo Jaqueline Khury e apresentadora Íris Stefanelli compareceram, nesta quinta-feira (11), ao primeiro casamento gay de São Paulo. O jornalista, apresentador e repórter da Rede TV! Felipe Campos e o produtor de moda Rafael Scapucim receberam 600 convidados na cerimônia no Espaço Ônix.

Quem também chamou a atenção no casamento foi a dupla de humoristas Marvio Lucio (Robaldo Ésperman) e Evandro Santo (Christian Pior), do "Pânico na TV". Vestidos de noivos, os dois arrancaram gargalhadas dos convidados.

Com batas brancas, produzidas pelo estilista Cacau Brasil, e descalços, os dois oficializaram a união de cinco anos ao som de atabaques.

Entre os convidados também estavam Helô Pinheiro e Alessandra Scatena.






sexta-feira, 11 de abril de 2008

Por que os gays são gays?


Batman ou Robin? Por que é que algumas pessoas se interessam por outras do mesmo sexo?
Eduardo Szklarz

Bar depois do expediente, cervejinha gelada, papo animado sobre colegas de trabalho. De repente, alguém faz a revelação bombástica: "Sabe o fulano? É gay!" Você provavelmente já participou de uma conversa como essa. Ela acontece todos os dias, nos melhores bares e também nas melhores famílias. Depois do silêncio, a mesa se divide entre os completamente surpresos e os que "sempre tiveram certeza, estava na cara que ele era". Até que alguém finalmente pergunta: "Mas por quê? O que levou fulano a ser diferente da maioria?" E começa a rodada de especulações: "A culpa é da mãe repressora." "Ele foi violentado pelo pai." "Não gostava de futebol." "É genético, desde pequeno tinha trejeitos afeminados." "Só é gay porque está na moda."

Pois as mesas de bar mais uma vez provam estar entre as entidades mais antenadas do planeta. O debate sobre a origem da orientação sexual é hoje um dos mais quentes da ciência - e também um daqueles em que os resultados parecem mais surpreendentes. Historicamente, as respostas se dividiam entre os que defendiam que uma pessoa nasce gay e as que sustentavam que nos tornamos gays, bi ou heterossexuais dependendo do ambiente em que vivemos.

Mas, nos últimos anos, pesquisadores começaram a apontar novos - e surpreendentes - caminhos. As maiores novidades vêm dos estudos biológicos. Eles indicam que a formação da sexualidade acontece antes do nascimento - em parte pelos genes, mas também por fatores que atuam no desenvolvimento do feto. Não há nada comprovado e ainda falta muito a ser desvendado, especialmente sobre a influência do ambiente onde a criança é criada em sua sexualidade. Mas as evidências estão causando uma revolução no pensamento científico. E se comprovadas, poderão subverter noções básicas que construímos ao redor dos gays.

Que importa?

Muita gente acredita que a ciência deveria deixar essa polêmica de lado. O argumento é que gays existem e pronto - não há nada além disso para entender. Para elas, perguntar sobre o que leva uma pessoa a ser gay é uma atitude preconceituosa que supõe que a heterossexualidade não precisa de explicação. Cientistas, no entanto, defendem a necessidade de pesquisa, argumentando que elas podem acabar - ou pelo menos diminuir - preconceitos. "Os homossexuais são muitas vezes acusados de exibir um comportamento não natural. A única maneira de refutar essa acusação é pesquisar as causas das diferentes orientações sexuais", diz a bióloga transexual Joan Roughgard, professora da Universidade Stanford e autora do livro Evolution's Rainbow ("Arco-Íris da Evolução", sem tradução em português), em que analisa cerca de 300 casos de comportamento homossexual entre animais. Para o antropólogo Luiz Mott, presidente do Grupo Gay da Bahia, as pesquisas são importantes porque desconstroem a noção religiosa milenar de que homossexualidade é um comportamento diabólico e patológico. "Se comprovarem que há uma raiz genética, estará claro que a homossexualidade está nos próprios desígnios do Criador", afirma.

Outro argumento pró-pesquisas diz que saber a origem do próprio comportamento aplaca um pouco a ansiedade. "Vemos a preocupação do homossexual em não ser discriminado, mas também a dos pais, que se sentem responsáveis e querem entender até que ponto esse sentimento procede", diz Carmita Abdo, psiquiatra do Hospital das Clínicas de São Paulo e coordenadora do projeto Sexualidade, maior pesquisa já feita sobre os hábitos sexuais dos brasileiros.

As tentativas de explicar a origem da homossexualidade incluem teorias que vão da mitologia à sociologia. No século 19, psiquiatras concluíram que ser gay era um transtorno mental causado por equívocos na criação da criança - e essa idéia reinou na maior parte do século 20. Mas se essa teoria estivesse correta, então seria possível evitar e até reverter quadros homossexuais. Ao perceber o fracasso total das terapias de "cura", em 1973, a Associação Psiquiátrica Americana achou melhor retirar de sua lista de distúrbios mentais a atração sexual por pessoas do mesmo sexo. Foi quando o termo mudou de nome: homossexualismo deu lugar a homossexualidade - porque o sufixo "ismo" denota doença. A essa altura, os cientistas já consideravam ser gay uma variação absolutamente natural do comportamento humano.

Até que em 1991 o neurocientista anglo-americano Simon LeVay, gay declarado, anunciou ter encontrado diferenças em cérebros de homens gays e héteros. LeVay examinou o hipotálamo, zona-chave da sexualidade no cérebro, e descobriu que a região chamada INAH-3 era entre 2 e 3 vezes menor nos gays. Era a primeira indicação da origem biológica da homossexualidade. Mas, como várias pesquisas da área, a de LeVay tinha limitações: os gays do estudo haviam morrido em decorrência da aids e talvez a doença fosse responsável pela diferença. E, mesmo que essa diferença não estivesse relacionada com a aids, era impossível determinar se ela era causa ou conseqüência da experiência gay. Apesar das dúvidas, a descoberta abriu caminho para estudos que reforçam a suspeita de que a homossexualidade vem do útero. "Minhas pesquisas sugerem que algo acontece muito cedo na vida dessas pessoas, provavelmente na vida pré-natal", diz LeVay.

Mas o quê? Parte da resposta veio em 1993 com as pesquisas de Dean Hamer, do Instituto Nacional do Câncer, nos EUA. Hamer percebeu que dentro das famílias havia muito mais gays do lado materno. A descoberta atraiu sua atenção para o cromossomo X (mulheres têm dois cromossomos X, enquanto os homens têm um X e um Y). Em seguida, a descoberta: usando um escâner, Hamer viu que uma região do cromossomo X, a Xq28, era idêntica em muitos irmãos gays. O que ele descobriu não foi propriamente um único gene gay, mas uma tira de DNA transmitida por inteiro. A notícia provocou rebuliço, e não era para menos. Mesmo contestada por outros estudos, a conexão entre genes e orientação sexual sugere que as pessoas não escolhem ser homossexuais, mas nascem assim. A comunidade gay começou a ver na ciência a resposta contra a idéia de que seu comportamento era "antinatural".

Resposta genética?

Patrick e Thomas são gêmeos, têm 7 anos, olhos azuis e cabelo ondulado. Cresceram na mesma casa, criados pelos mesmos pais. À primeira vista, é impossível distingui-los. Mas passe algum tempo com eles e você verá que Patrick é sociável, atento e pensativo, enquanto Thomas é espontâneo e adora brincar de luta. Quando tinham 2 anos, Patrick encontrou os sapatos da mãe e gostou de calçá-los. Aos 3, Thomas disse que o revólver de plástico era seu brinquedo favorito. Aos 5, Thomas se fantasiou de monstro no Halloween; Patrick quis se vestir de princesa. Ridicularizado pelas risadas do irmão, decidiu ser Batman. Patrick sempre brincou entre meninas, nunca meninos. Os pais deixaram que ele fosse ele mesmo em casa, mas mantiveram alguns limites em público com medo de que seu comportamento feminino o expusesse. Funcionou até o ano passado, quando o orientador da escola ligou dizendo que ele deixara os colegas incomodados: insistia que era uma menina.

A história de Patrick e Thomas foi revelada pelo jornal Boston Globe. Como os demais gêmeos univitelinos (gerados pelo mesmo óvulo), os garotos são clones genéticos. Se a homossexualidade fosse mesmo causada por um cromossomo, os dois deveriam ter a mesma orientação sexual. Segundo estudos recentes, como o do psiquiatra americano Richard Green, garotos como Patrick têm até 75% de possibilidade de ser homossexuais quando adultos. Thomas aparenta ser heterossexual.

O caso de gêmeos com orientação sexual diferente mostra que, sozinha, a genética não explica a homossexualidade. Mas isso não significa que a criação tem todas as respostas. Afinal, antes mesmo de falar, Patrick já exibia traços femininos. Há mais dicas nessa charada: os pesquisadores americanos Michael Bailey, da Universidade Northwestern, e Richard Pillard, da Universidade de Boston, analisaram gêmeos e viram que, entre bivitelinos, se um deles é gay, o outro tem 22% de possibilidade de também ser. Para os univitelinos, a probabilidade sobe para 52%.

São números bastante superiores à taxa de homossexualidade entre a população, que seria de 10% de acordo com o famoso e polêmico Relatório Kinsey, dos anos 40, e entre 2% e 5% segundo pesquisas mais recentes. Bailey e Pillard, portanto, praticamente provam a existência de um componente genético para a homossexualidade. Ao mesmo tempo, praticamente provam, também, que os genes não dão conta de tudo. "Os estudos com gêmeos feitos até agora nos permitem uma estimativa de que até 40% da orientação sexual venha dos genes", diz o pesquisador Alan Sanders, da Universidade Northwestern, EUA. Para aprofundar suas pesquisas, Sanders está recrutando voluntários, inclusive brasileiros, para o maior estudo genético sobre homossexualidade já realizado. "A meta é selecionar
1 000 pares de irmãos gays bivitelinos", afirma. "Em irmãos assim, espera-se uma variação genética de 50%. Vamos analisar todo o genoma para saber se a variação é maior."

O que mais está em jogo?

Se os genes não explicam tudo, que outros elementos explicariam? Um deles parece ser o desenvolvimento biológico do feto ainda no útero. E é dessa área que vêm saindo as pesquisas mais promissoras. Uma delas é a teoria dos hormônios pré-natais. A idéia é que os hormônios sexuais masculinos (andrógenos) se conectam às partes responsáveis pelos desejos sexuais no cérebro e influenciam seu crescimento, tornando o cérebro mais tipicamente masculino ou feminino. A conexão dependeria das proteínas receptoras de andrógenos (AR, na sigla em inglês). Imagine que cada célula do cérebro seja uma casa. As ARs funcionariam como o portão dessas casas, que controla a entrada de pessoas. Sabe-se que a quantidade e a localização desses portões são diferente nos homens e nas mulheres. Cientistas já constataram, por exemplo, que o hipotálamo masculino tem mais ARs que o feminino.

Essa teoria supõe que a homossexualidade nos homens é causada por "portões" que restringem a entrada de andrógenos nas regiões responsáveis pela sexualidade, formando um cérebro submasculinizado. Nas mulheres, esses portões facilitariam entradas maiores, construindo uma estrutura supermasculinizada. Tudo conseqüência do número de ARs de cada feto - o que talvez se deva à carga genética.

Os cientistas advertem que esse processo é complexo. Em todo caso, as pistas da ação dos hormônios pré-natais estão por todo lado. Por exemplo, na nossa mão. Homens geralmente têm o dedo indicador um pouco menor que o anular, enquanto nas mulheres o comprimento costuma ser igual. Richard Lippa, da Universidade Estadual da Califórnia, notou que essa diferença no tamanho dos dedos tende a ser maior nos gays que nos héteros. Em outra pesquisa, Dennis McFadden, da Universidade do Texas, observou que lésbicas são menos sensíveis que as outras mulheres a sons baixos.

Mas é preciso cautela: correlações entre interesse sexual e traços físicos estão longe de ser provadas. Também vale lembrar que os hormônios importantes não são os que circulam no nosso sangue quando adultos - cujos níveis são iguais em homossexuais e héteros - mas os que atuaram no período de gestação.

O novo desafio dos pesquisadores é entender quais as origens de um fenômeno recém-descoberto: a existência de irmãos mais velhos parece afetar a sexualidade dos mais novos. É o chamado "efeito big brother". O cientista canadense Ray Blanchard acompanhou 7 mil pessoas e viu que a maioria dos gays nasce depois de irmãos homens e heterossexuais. Blanchard e o colega Anthony Bogaert calcularam que cada irmão mais velho aumenta em 33% a possibilidade de o menor ser gay. Um garoto com 3 irmãos mais velhos tem o dobro de possibilidade de ser gay que outro sem irmão mais velho. Um garoto com 4 irmãos mais velhos tem o triplo. Ter irmãs mais velhas não altera a probabilidade de o menino ser gay.

Para alguns, a explicação está na convivência familiar: depois de dar à luz vários homens, a mãe trataria o caçula como a menina que ela não teve. Os irmãos mais velhos também tenderiam a "dominar" o mais novo, influindo em seus sentimentos sobre si e os demais. Outra hipótese vem da biologia. "Os fetos masculinos talvez acionem uma reação imunológica na mãe ao produzirem substâncias que ameaçam seu equilíbrio hormonal", diz o cientista Qazi Rahman, da Universidade de East London. Segundo ele, o corpo da mãe acionaria um alarme para produção de anticorpos contra proteínas ou hormônios do bebê. Cada novo feto masculino intensifica a resposta, e o acúmulo de anticorpos redirecionaria a diferenciação tipicamente masculina para uma mais feminina, gerando orientação homossexual nos filhos seguintes.

Como os outros pesquisadores, Rahman não nega que fatores ambientais possam entrar na equação. O problema é que ninguém sabe exatamente quais são eles. Não há provas, por exemplo, de que o abuso sexual na infância causa homossexualidade. O número de gays não é maior em lares chefiados por mulheres nem entre filhos criados por casais gays. Tampouco há mais casos de homossexualidade após períodos de guerra, quando os pais se ausentam de casa, o que enfraquece as hipóteses sobre dinâmicas familiares. Nem mesmo a teoria de Sigmund Freud encontra sustentação científica. O pai da psicanálise dizia que mães superprotetoras e pais ausentes poderiam levar o filho a ser gay. Mas ao invés de encontrar a causa, Freud possivelmente enxergou a conseqüência: a superproteção da mãe não seria a origem da homossexualidade, mas um ato de defesa para um filho que é rejeitado pelo pai por se comportar, desde cedo, de maneira feminina. Antes que você deixe de lado as explicações psicológicas, é bom ler o que vem a seguir.

Do exótico ao erótico

"Fatores biológicos (como genes e hormônios) são certamente responsáveis por mais de 50% da orientação sexual", diz Dean Hamer. Ou seja: até mesmo o pai do "gene gay" admite que há espaço para fatores psicológicos. É justamente por apostar na interação entre biologia e ambiente que a teoria "exótico se torna erótico" vem chamando a atenção dos estudiosos. Seu autor, o psicólogo Daryl Bem, da Universidade Cornell, no estado de Nova York, afirma que os indivíduos são atraídos por outros de quem se sentiram diferentes na infância. Daryl diz que fatores biológicos atuam na formação da sexualidade ao agir sobre o temperamento da criança, predispondo-a a realizar certas atividades mais do que outras.

Assim, um menino que gostar de luta, futebol e esportes competitivos tipicamente masculinos conviverá num grupo com o mesmo perfil. Outro garoto que preferir bonecas e socialização mais calma, tipicamente feminina, encontrará colegas que também preferem a Barbie. Para esse garoto que convive entre amiguinhas e brinca com bonecas, a figura exótica que despertará sua atenção sexual será um menino. No caso de meninas homossexuais, se inverteriam os papéis. "Isso ocorre porque nossa sociedade polariza as diferenças de gênero. Se não as polarizasse tanto, mais homens e mulheres escolheriam parceiros com base em outros atributos além do sexo biológico", diz Daryl.

Isso significa que, apesar de a ciência estar caminhando para a noção de que a homossexualidade é inata, a biologia não é completamente determinante. "Essa predisposição para a homossexualidade vai se manifestar ou não dependendo das experiências de vida da pessoa", diz a psiquiatra Carmita Abdo. Tudo indica que a homossexualidade é mesmo o resultado da interação de 3 fatores: biológicos, psicológicos e sociais, mesmo que esses dois últimos ainda precisem de mais evidências. Enquanto elas não aparecem, é melhor você ser menos taxativo nas suas conversas de mesa de bar.

Terapia para gays?

Robert Spitzer é o psiquiatra que encorajou a Associação Psiquiátrica Americana a retirar a homossexualidade da lista de transtornos mentais. Graças a ele, não se pode dizer hoje que ser gay é doença. Por isso, Spitzer causou espanto ao afirmar, em 2001, que sessões de terapia podem mudar a orientação sexual de um gay. Ele chegou a essa conclusão ao entrevistar pessoas que diziam ter deixado a homossexualidade após o tratamento. "A medicina não trata apenas das doenças", diz.

A Super conversou com Ben Newman, diretor de um site que oferece apoio não religioso a pessoas que querem mudar de orientação sexual. "Com um terapeuta que entendia o que eu passava e respeitava meus valores descobri que não tinha desejo por sexo, mas uma necessidade de amizade e identidade masculinas", diz Newman. Mas é preciso extrema cautela nesse assunto. Muitos psicólogos dizem que a pesquisa de Spitzer tem problemas metodológicos. "Terapias de conversão não funcionam e só causam mais sofrimento", diz a psicóloga Adriana Nunan, da PUC-RJ. O Conselho Regional de Psicologia desaconselha tratar a homossexualidade. "O que se trata é o desconforto de ter essa condição", diz a psiquiatra Carmita Abdo.

O gene gay e a evolução

O desafio dos que apóiam uma base genética para a orientação sexual é explicar a permanência e adaptação dos genes gays ao longo da evolução. "Ser atraído pelo sexo oposto é útil porque leva o indivíduo a gerar filhos - por isso os genes da heterossexualidade dominam o planeta. Mas como os genes da homossexualidade também parecem existir, é provável que sirvam ou tenham servido a algum valor reprodutivo ao longo da evolução", diz o cientista inglês Qazi Rahman. Talvez os animais possam dar a resposta. O biólogo americano Bruce Bagemihl analisou 450 espécies e constatou que elas não fazem sexo só para produzir filhotes. Mais de 70 tipos de aves e 30 de mamíferos "casam-se" com indivíduos do mesmo sexo. Muitas vezes, para ter prazer.
Para a bióloga Joan Roughgarden, a homossexualidade é um traço natural que mantém indivíduos unidos através do contato. Para ela, não há diferença entre jogadores de futebol que se tocam para funcionar melhor como equipe e duas pessoas que se acariciam intimamente. "Estamos muito preocupados com o contato genital, mas tudo não passa de intimidade física", diz.

Equívoco no divã

Não é que Freud errou ao dizer que gays eram filhos de mães superprotetoras. Mas o pai da psicanálise pode ter enxergado a conseqüência ao invés da causa.

Brincando de barbie

Muitos meninos se interessam cedo por roupas, brinquedos e atitudes femininas. Quando eles crescerem, garotos vão representar um mundo misterioso, cheio de novidades. E, segundo uma nova teoria, extremamente sexy.

Para saber mais

Born Gay
Glenn Wilson e Qazi Rahman, Peter Owen, Londres, 2005

www.ingentaconnect.com/content/klu/aseb
Archives of Sexual Behaviour (Arquivos de comportamento sexual)

www.gaybros.com
Site da pesquisa genética que vai contar com 1 000 pares de irmãos gays e busca participantes do Brasil.

sábado, 5 de abril de 2008

The L Word 5 Temporada


Oi Galerinha colorida.. para estrear no campo de links para
séries, nada melhor que The L Word, essa maravilhosa interpretação
da vida real.

http://www.rapidshare.com/users/JCA4XJ

senha : tlwbr